A história que eu conto
É de uma expedição
Que desceu o rio Paraguai
Pra cumprir uma missão.
E falar dessa viagem
Muita saudade me dá
Pois nas águas desse rio
Muita coisa eu vi passar.
Tantas vidas, tantas histórias
Do povo de cada lugar.
Um povo que vive rindo
Vendo os pássaros cantar.
E flor era coisa de enjoar.
Junto com a flor
A bicharada
Onça pintada,capivara
Ariranhas e jacarés.
Mas também tinha peixe, Cê menina!
Bagre, pintado e pacu
Dourado, piranha e jaú.
Pra onde foi tanto peixe,Cê menina?
Ás vezes eu não gostava...
Não dos bichos, mas das “chatas”,
Que passava arrasando as ramagens das beiradas.
Tanta vida,tanta história.
Muita coisa pra contar.
Mas tem hora que dói meu coração
De medo desse rio
Não poder mais respirar.
Meire Pedroso
*chatas(transportadoras de soja que atravessam o rio,levando a monocultura para exportação.Essa é a nossa herança colonial.Uma economia marcada pelo Latifúndio, monocultura e pela ação devastadora do meio ambiente
*Assista como foi a Histórias sem fim do Rio Paraguai
Meiroca, não é de hoje que vc faz parte das minhas "favoritas".
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