O s índices meteorológicos da educação não são nada animadores.Os ventos fortes não trazem felicidade para os professores, que só sentem a temperatura aumentar na quantidade de “papelada”que têm que preencher.Haja energia física, emocional e espiritual.Por outro lado o “frio”aumento de salário deixou-os congelados diante da insensatez dos” podres poderes.”Mas ainda resta a esperança de ver os alunos com vontade de respirar o ar da sabedoria.Ora, temos direito de nos permitir essa alegria, de invocar e anunciar o saber como algo necessário para o desenvolvimento da razão humana e da visão crítica do ser social.Entretanto, parece que o sol insiste em permanecer abaixo da linha do horizonte, aumentando a distância entre o conhecimento e a realidade que compartilhamos com nossos alunos.
E o que fazem os educadores dos gabinetes?NADA!Ignoram os tornados que arrastam o trabalho do professor para o fundo do buraco negro.Sobem e descem do salto com suas ideias 0bsoletas e suas verdades absolutas.E o educador de sala de aula fica com um olhar perdido no sol do futuro humano,que parece escurecer com o tempo.
Na sala de aula, a maioria resiste em participar das atividades.São jovens transbordando vida, mas sem vontade de viver.Parecem conformados e entregues ao destino.Não um destino traçado por eles, mas por aqueles que detêm o poder e manipulam as camadas populares em beneficio de seus interesses políticos e econômicos.Para os poderosos da sociedade capitalista pouco importa se os “manos” estão se matando, pois esse sistema se sustenta na presença de indivíduos fragilizados e expropriados de seus desejos.E esse mesmo sistema trata o professor como presa, ele rasga sua carne, suga seu sangue tanto quanto puder, depois continua seu caminho.
Já disse o poeta e filósofo alemão,Nietzsche:”...antes de nós,trevas.Depois de nós, trevas.No meio, nós.”
Uma só coisa é necessária.Manter firme a lanterna na mão até que passe a tempestade.Até que a gente se liberte de uma política educacional opressora que produz “indivíduos”, motores de um sistema que consome sonhos e utopias. Só assim podemos exercer o direito de tocar nossos tambores e entoar o coro da liberdade.
Não é fácil! É preciso romper com a ditadura do medo.É preciso desmistificar a sacralização dos pequenos poderes.
Eu acredito na força da arte.Ela nos tira do estado de hibernação e abre as portas de nossa consciência para uma reflexão crítica sobre a forma que escolhemos para dialogar com nossos alunos e com o mundo.Assim, criamos coragem para enfrentar aqueles que nos querem privar da alegria ,impondo sua verdade tirana.Ficamos mais fortes e desejamos voar mais alto, pois aspiramos a um mundo superior.
Um mundo que respeite o nosso direito de ser feliz!
Meire Pedroso,professora de História na rede municipal de São José dos Campos e rede Estadual do Estado de São Paulo.
Excelente texto Meire. Aliás tudo que você escreve é de ótima qualidade e criticidade. Parabéns e saudades! Ah, estou com aquelas fotos da Semana do meio ambiente, se você quiser, mande o email...tem você na maquete explicando... Bjus
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